<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" version="2.0"><channel><atom:link rel="hub" href="http://tumblr.superfeedr.com/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"/><description>Para conhecer São Paulo você tem que se perder</description><title>Sampandando</title><generator>Tumblr (3.0; @sampandando)</generator><link>http://sampandando.tumblr.com/</link><item><title>SUÍÇO APAIXONADO POR SÃO PAULO RETRATA A CIDADE E SEUS CONTRASTES</title><description>&lt;p&gt;Por Gaspar Edgardo Barusso e Raphael Thebas&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/bda573ba4fd3c84939eaf06c1d8b9984/tumblr_inline_mmpn6dSuI91qz4rgp.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais pontual que um relógio suíço, Armin Gyger chegou como o combinado, às 10 horas da manhã já estava na frente da rústica Xerox, na Avenida Rouxinol, em Moema, Zona Sul de São Paulo, onde seria realizada a entrevista. Com um tênis pouco comum entre homens de sua idade, vestindo uma calça despojada e uma camisa com a bandeira do Brasil, Gyger já mostrava ali como e qual seria o tom da conversa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Nascido em 1939, em um povoado próximo a Zurique, centro financeiro da Suíça, Gyger deu seus primeiros passos na confeitaria de sua família, e foi decorando tortas e bolos que percebeu sua capacidade para dar cor às telas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre idas e vindas a São Paulo desde seus 20 anos, o jovem viu na capital paulista um mundo à parte e cheio de contrastes, o principal assunto de suas obras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; Há cinco anos morando de forma definitiva na cidade, Armin Gyger é um homem de iniciativa criativa capaz de observar e retratar diversos aspectos de São Paulo. Apesar de não ter sido o seu primeiro destino quando chegou ao Brasil. “Cheguei ao Rio de Janeiro e conheci o porto e a rodoviária. Logo que desci do navio um alemão me disse: se quer trabalhar, vá para São Paulo”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando perguntado o motivo para ter deixado o conforto e a organização da Suíça para se arriscar no caos da capital paulista, ele responde: “Apesar de ter nascido em uma região da Suíça onde a língua oficial é o alemão, sempre me identifiquei com a região italiana. Lá as pessoas são mais calorosas e abertas que o resto do país. Aspecto que encontrei ainda mais assíduo em São Paulo, uma cidade aberta que não rejeita nada”. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Armin ressalta também, e com grande entusiasmo, a miscigenação da megalópole, seu comércio, o trânsito e a correria das pessoas, o cotidiano maluco de quem vive em São Paulo. Suas obras são trabalhadas com bastante textura numa mescla de acrílico, óleo e colagens.  “Comecei a fazer os quadros com propagandas para vender às empresas, porque vender arte em São Paulo é muito complicado”, diz o artista que, apesar da crítica, já vendeu suas obras a restaurantes famosos como o Família Mancini, na Bela Vista e Padrão, na Rua São Bento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com a pouca valorização da arte na capital paulista e a dificuldade de tirar um lucro digno do trabalho exigido em cada obra, Armin recebeu a sugestão de vender postais com suas pinturas nas bancas espalhadas pela cidade. Hoje, esses postais podem ser encontrados até na Avenida Paulista, onde fazem sucesso. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O artista comercializa suas obras de forma completamente independente e alternativa. Seus trabalhos são divulgados e negociados no ‘boca a boca’. Se não os vende, pergunta se a pessoa não gostaria de ficar com as obras até que não sejam vendidas. “Não tenho espaço para guardar todas as telas em minha casa”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Além de confeiteiro e artista plástico, o suíço tem também cinco romances publicados, o último deles recebe o nome de Nada como a manhã do dia seguinte. Uma obra vista por ele como uma comédia com fundo filosófico, o livro trata a existência do livre arbítrio e a maneira que a sociedade assimila essa condição. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://sampandando.tumblr.com/post/50301701903</link><guid>http://sampandando.tumblr.com/post/50301701903</guid><pubDate>Sun, 12 May 2013 20:14:02 -0400</pubDate><category>armin gyger</category><category>postais</category><category>são paulo</category><category>cidade</category><category>sampandando</category><category>gaspar</category><category>edgardo</category><category>barusso</category><category>raphael</category><category>thebas</category></item><item><title>A ÁRVORE DA METRÓPOLE
Quando chega dezembro, o paulista que...</title><description>&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_me70dtazyc1rpssu4o1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A ÁRVORE DA METRÓPOLE&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Quando chega dezembro, o paulista que passa pela Av. República do Líbano, na zona sul, enfrenta o trânsito. O motivo são as obras da árvore de Natal de São Paulo, construída todos os anos bem ao estilo da metrópole.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;Não há jardineiros ou gente assim, mas homens de capacete e luvas grossas da construção civil. No lugar de troncos e galhos, a estrutura é de metal e cabos de aço. E ao invés dos ramos e frutos, os painéis de LCD brilham durante a noite.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;O que mais chama a atenção, mas que poucos param para vêr, é a engenhosidade e o esforço humano envolvido na construção desse capricho natalino. Num dia contei 30 operários trabalhando ao mesmo tempo. Escalando e pendurando-se na estrutura a milhares de metros do chão - passo a passo iam ganhando o céu, até que a grande estrela fosse encaixada pelos mais habilidosos num espaço que cabiam no máximo três deles.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;A Árvore de São Paulo tinha 53 metros de altura em 2011. Mas como é de São Paulo, ela cresce 5 metros todo ano - é o que diz a Prefeitura.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://sampandando.tumblr.com/post/36731118712</link><guid>http://sampandando.tumblr.com/post/36731118712</guid><pubDate>Wed, 28 Nov 2012 05:13:00 -0500</pubDate></item><item><title>Na Zona Sul se esconde um beco entre dois edifícios, um mais...</title><description>&lt;iframe src="//www.tumblr.com/video/sampandando/34697920864/400" id="tumblr_video_iframe_34697920864" class="tumblr_video_iframe" width="400" height="225" style="display:block;background-color:transparent;overflow:hidden;" allowTransparency="true" frameborder="0" scrolling="no" webkitAllowFullScreen mozallowfullscreen allowFullScreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Na Zona Sul se esconde um beco entre dois edifícios, um mais luxuoso que o outro. Se não fosse beco, seria um poço onde escorre das varandas tudo que o luxo não quer. &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Porém, o abandono não é total - e talvez nunca seja em lugar algum da cidade grande com pouco espaço para muita gente - alguns renegados e desconhecidos sempre deixam marcas e vestígios em lugares igualmente renegados e desconhecidos. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://sampandando.tumblr.com/post/34697920864</link><guid>http://sampandando.tumblr.com/post/34697920864</guid><pubDate>Wed, 31 Oct 2012 08:29:00 -0400</pubDate></item><item><title>EM TERRA QUE NÃO SE MOVE, QUEM SE MOVE É REI</title><description>&lt;p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img alt="image" src="http://media.tumblr.com/tumblr_maz5c573Mm1r7rs5l.jpg"/&gt;Objeto de desejo de metrópoles, palavra certa em discursos acadêmicos, políticos e eleitoreiros: sustentabilidade e mobilidade. Nenhum moderno é moderno se não usar essas palavras.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;Fui a um congresso essa semana. Trabalho na Rebouças, e o congresso foi no Transamérica. Quase não fui só de pensar na dificuldade que é atravessar a cidade. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;Congresso sobre edifícios sustentáveis. Grande tendência arquitetônica e mercadológica.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;Edifícios sustentáveis para uma cidade sustentável. Um novo e promissor nicho de mercado para empresas e consultores. Um novo diferencial a ser procurado. Uma obrigação arquitetônica deixada de lado em algum momento da história.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;Ok, vamos de transporte coletivo.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;Rebouças pelo corredor de ônibus até a estação Eldorado. CPTM até a estação Sto.Amaro. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;Ônibus. Três quadras a pé. Estação, 5 minutos olhando o rio. Trem, cinco quadras a pé, centro de exposições. Levou 40 minutos.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;Da janela do ônibus e do trem, na ida e na volta, me senti um privilegiado. Um Moisés andando sobre um mar de carros, sobre o mar da Rebouças e o mar da marginal.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;Em terra que não se move, quem se move é rei.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;Acho que de carro teria levado no mínimo o dobro de tempo. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;R$ 4,65 para ir, R$ 4,65 para voltar. De carro, R$ 15 de combustível e R$ 25 de estacionamento. De taxi, R$ 45 para ir e R$ 45 para voltar. Acho que fiz um bom negócio. Fora que ganhei pontos com o planeta&amp;#8230;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;Cidade sustentável com edifícios sustentáveis pressupõe uma sociedade sustentável, &lt;span&gt; &lt;/span&gt;pessoas com hábitos e atitudes sustentáveis. &lt;span&gt; &lt;/span&gt;Provavelmente, isso significaria, automaticamente, maior mobilidade urbana. E maior qualidade de mobilidade. Porque esse reinado da massa sobre o mar de carros não é, também, nenhum um mar de rosas. É um mar de gente e em alguns momentos é um mar revolto, ressacado. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;Enquanto os carros se espremem na rua, eu me espremia no ônibus. A logística de entrada e saída dos ônibus em alguns horários é impossível. Não há como embarcar bem, se posicionar e descer sem o estresse da sensação de que você vai perder o ponto ou vai ter que sair gritando que vai descer, vai descer! Fora a sensação de que o que vai na sua mão vai cair ou amassar e o que você tem no bolso, num passe de mágica, poderá não ter mais. O metrô não é diferente. Nem o trem. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;Aliás, enquanto esperava o trem, sentado nas cadeiras da estação, percebi que o rio Pinheiros tem ângulos bem bonitos. Mas logo outro sentido se misturou a visão do rio. O cheiro do rio. Horrível. Um esgotão. Uma pena, porque a espera de cinco minutos que poderia ser bem agradável se tornou agoniante.&lt;span&gt;  &lt;/span&gt;Chegou o trem. Rapidamente encheu - e encheu mais a cada estação. A ponto de eu duvidar que conseguiria descer. Consegui, na raça,&lt;a name="_GoBack"&gt;&lt;/a&gt; descer na estação Sto.Amaro. E, aí, uhu, se você tiver uma prancha, ótimo lugar para surfar. Ao abrir a porta, é um volume de gente correndo em direção à escada que é só se deixar levar, rapidinho você está na crista da onda, pronto para escolher a melhor saída. Lá fui eu, em 5 minutos estava dentro de um ambiente com ar condicionado, mais seguro, e homogêneo, elitizado, preparado para receber a elite dos edifícios verdes&amp;#8230;Fila mesmo, só na hora do coffee break&amp;#8230;Ah, e para sair do estacionamento ou pegar um taxi. 95% das pessoas que estavam lá foram de carro. Eu cheguei mais rápido!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;Talvez esse percentual diminua no próximo ano. Quem sabe se houver mais ônibus nos corredores, ou mais corredores. Quem sabe se o rio não cheirar mal. Se o trem for mais frequente e rápido. Quem sabe se o transporte coletivo não for só para a massa, para o gado. Porque enquanto for só para a massa que não pode ter carro, será um favor qualquer melhoria.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;Estamos acostumados que o transporte público seja lotado e as pessoas se espremam, tanto quanto estamos acostumados que o transito seja engarrafado e não ande. Ser rei, no carro ou no busão, tem seus ônus e bônus&amp;#8230;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;Produtos e palestras interessantes. Assuntos e tecnologias de ponta. Parece que um novo mundo, novas cidades e novos prédios vêm aí&amp;#8230;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;Não sem um novo homem. &lt;span&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p class="MsoNormal"&gt;Fotografia: &lt;a href="http://vitrailstudio.tumblr.com/" target="_blank"&gt;vitrailstudio&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://sampandando.tumblr.com/post/32347496138</link><guid>http://sampandando.tumblr.com/post/32347496138</guid><pubDate>Wed, 26 Sep 2012 16:48:00 -0400</pubDate><category>ônibus</category><category>transporte público</category><category>trem</category><category>São Paulo</category><category>Sampandando</category><category>mobilidade</category><category>sustentabilidade</category><category>edifícios verdes</category><category>arquitetura</category><category>urbanismo</category></item><item><title>Caminhando, um pé atrás do outro. Devagar, sem pressa, sentindo...</title><description>&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_mak56zfddX1rpssu4o1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Caminhando, um pé atrás do outro. Devagar, sem pressa, sentindo o vento contra o corpo e o chão contra a sola. Observando as pessoas que andam apressadas, cada rosto uma história. Estatuas celebrando o passado, muito além da memória. Prédios se erguendo imponentes, mostrando que o homem é capaz. Parques ocultos entre as ruas, pequenos oásis de paz.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Abrindo o coração a São Paulo, rendendo-se aos seus encantos. Descobrindo pequenos tesouros, que se escondem por todos os cantos. Ouvindo entre as buzinas, pássaros a cantar. Andando pela cidade que eu aprendi a amar.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;/strong&gt;Foto: Guilherme Santana/ Texto: Pedro do Amaral&lt;/p&gt;</description><link>http://sampandando.tumblr.com/post/31804919841</link><guid>http://sampandando.tumblr.com/post/31804919841</guid><pubDate>Tue, 18 Sep 2012 14:11:00 -0400</pubDate></item><item><title>Reduz cada vez mais o número de camelôs e trabalhadores informais no centro de São Paulo</title><description>&lt;p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;De 2009 a maio de 2012, o número de trabalhadores informais passou de 4600 para 558; dossiê revela práticas de limpeza social&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a id="_GoBack" name="_GoBack"&gt;&lt;/a&gt;“Eu sustento uma família inteira aqui, não vendo drogas, eu vendo arte”, disse o artesão João Nascimento, conhecido como Capoeira, e que vive da venda de seus colares e pulseiras a cerca de cinco anos no Vale do Anhangabaú. Capoeira, que é um dos que foram afetados pelo esforço do governo estadual e da prefeitura em erradicar o trabalho informal no centro de São Paulo, relatou também que diversas vezes foi vitima de abuso dos policiais: “eles aparecem de surpresa e fazem o arrastão, levam todo o nosso trabalho junto com eles e ainda querem dinheiro de vez em quando”.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_maarifMhUk1r7rs5l.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Em 2006, o Fórum Centro Vivo, organizado em iniciativa da sociedade civil, emitiu o Dossiê Sobre a Violação de Direitos Humanos no Centro de São Pauloapontando diversas práticas de “limpeza social” sob o pretexto da revitalização da região central. O dossiê revela que diversos abusos são cometidos em relação à população em situação de vulnerabilidade do centro, como dependentes químicos e moradores de rua. Mas são os trabalhadores informais as principais vítimas de extorsão por representantes do Estado. &lt;span&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span&gt;                                             &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Segundo dados do IBGE, a cidade de São Paulo é a capital brasileira da informalidade, com 34,1% de sua população ativa trabalhando sem carteira assinada. Conforme levantamento feito este ano pela prefeitura, o trabalho informal está mais concentrado da região central. Só na Subprefeitura da Sé, são estimadas mais de 10 mil pessoas sustentando suas famílias através do comércio informal, reunidas em lugares já bastante familiares da população paulistana como as ruas 25 de Março e Santa Ifigênia.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Além da questão da informalidade, que interfere diretamente na arrecadação pública, o centro de São Paulo também é conhecido pelo alto índice de desigualdade, traduzida na quantidade de usuários de drogas e moradores de rua que se instalaram na região. Por essas razões, a questão da revitalização do centro vem sendo amplamente discutida e posta em prática – em alguns casos de maneira contraditória.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Há três anos, 4600 camelôs tinham suas TPU’s, Termo de Permissão de Uso municipal para comercializar nas ruas; esse número passou para 558&amp;#160;em maio deste ano. Também tiveram suas permissões cassadas cerca de 250 deficientes, em sua maioria cadeirantes. Ainda no mesmo mês, o atual prefeito Gilberto Kassab também comunicou o recolhimento de todos os termos emitidos, com o objetivo de acabar de vez com o comércio popular e viabilizar a entrada dos grandes investimentos privados que iriam promover a região.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Em resposta à medida do prefeito, os ambulantes se organizaram e conseguiram uma liminar da justiça que revogava provisoriamente a cassação. Para Maria Flora, comerciante da Rua 25 de Março que participou do movimento contra a ação de Kassab, a luta não acabou, a prefeitura quer tirar o trabalhador informal da rua, mas não oferece ou estimula outras opções de trabalho. “A gente tem família pra cuidar, prefiro brigar com o prefeito do que com a fome”, completou.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;O fim do trabalho informal no centro de São Paulo esteve na pauta da prefeitura pelo menos nos últimos cinco anos, desde a gestão do ex-prefeito José Serra, mas foi apenas no primeiro semestre de 2012 que Gilberto Kassab anunciou alguma solução para realocar os afetados pela medida. Ele anunciou a construção de três shoppings populares até 2013, quando seu mandato já estiver acabado e a continuidade do projeto depender da atenção do prefeito que será eleito no próximo mês. &lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;br/&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;Foto: Guilherme San. Rocha&lt;br/&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://sampandando.tumblr.com/post/31466390918</link><guid>http://sampandando.tumblr.com/post/31466390918</guid><pubDate>Thu, 13 Sep 2012 12:42:00 -0400</pubDate></item><item><title>Festival IrrigaVale de Arte Independente </title><description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Hoje, no Centro Cultural Rio Verde, Vila Madalena, acontece o &lt;a href="http://www.festivalirrigavale.com.br" target="_blank"&gt;Festival IrrigaVale de&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.festivalirrigavale.com.br" target="_blank"&gt;Arte Independente&lt;/a&gt;. Financiado coletivamente via &lt;a href="http://www.catarse.me/pt" target="_blank"&gt;Catarse&lt;/a&gt;, o festival tem o objetivo de fomentar e incentivar a produção artística que até agora esteve fora do grande circuito.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Além da exposição de artes visuais, vídeo-intalação e intervenções envolvendo o publico, o evento também contara com a apresentação de bandas de diversos estilos musicais. As atrações irão ocorrer durante todo o dia e com entrada franca.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O Sampandando, que é &lt;a href="http://www.festivalirrigavale.com.br/Parceiros" target="_blank"&gt;parceiro&lt;/a&gt; do IrrigaVale, irá participar expondo três fotografias em grande formato, captadas no Centro de São Paulo, e que ainda não foram veiculadas no site. Essa será a oportunidade de entrar em contato e trocar experiências com pessoas que acreditam na forca da coletividade e do acesso publico à cultural em detrimento de sua privatização dentro das grandes cidades.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Centro Cultural Rio Verde – R. Belmiro Braga, n121, Vila Madalena&lt;br/&gt;2 de Setembro. Entrada franca. Durante todo o dia.&lt;/p&gt;
&lt;h6 class="uiStreamMessage userContentWrapper" data-ft='{"type":1,"tn":"K"}'&gt;&lt;span class="messageBody" data-ft='{"type":3}'&gt;&lt;span class="userContent"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;</description><link>http://sampandando.tumblr.com/post/30699304292</link><guid>http://sampandando.tumblr.com/post/30699304292</guid><pubDate>Sat, 01 Sep 2012 22:59:00 -0400</pubDate></item><item><title> “Vim da Itália com meu pai e minha família quando eu tinha 25...</title><description>&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m8rgrwz8Hi1rpssu4o1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Vim da Itália com meu pai e minha família quando eu tinha 25 anos, o Brasil é a coisa mais bonita que eu já vi. Gente do mundo todo sempre foi bem recebida aqui, ainda mais em São Paulo.”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Não tenho mais força pra isso, mas sou alfaiate, igual ao meu avô e o meu pai, eles me ensinaram tudo que eu precisava saber pra fazer uma boa roupa – mas hoje em dia quase ninguém quer ter roupa feita a mão.”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;“Eu vim morar na Vila Mariana faz 35 anos, com a minha mulher. Agora que eu sou sozinho, a Rita cuida de mim, e quando faz sol, gosto de ficar aqui sentado, olhando o movimento com ela.”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;“São Paulo é maravilhosa, cheia de jovens, muita coisa pra fazer, mas parece que as pessoas daqui não querem cuidar da cidade.”&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Mauro, de 102 anos de idade, com Rita, sua acompanhante. Conheci os dois na Vila Mariana, quando conversavam na calçada em uma manhã ensolarada. &lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;foto: Guilherme San. Rocha&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://sampandando.tumblr.com/post/29425955148</link><guid>http://sampandando.tumblr.com/post/29425955148</guid><pubDate>Tue, 14 Aug 2012 15:57:00 -0400</pubDate></item><item><title>Jardim Suspenso da Babilônia</title><description>&lt;p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;Tarde de domingo. O Minhocão está fechado para os carros e, depois de seis dias, aberto para as pessoas. Entre adultos em dia de folga e crian&lt;/span&gt;&lt;span&gt;ças brincando no elevado, surge um grupo de mais ou menos 20 pessoas, todos carregando grandes pincéis de madeira e baldes de cal branca. Olhares de estranheza em torno daquela estranha movimentação. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt; Se fossem pedreiros ou operários da construção civil - facilmente associados ao uso da cal - mas não era o caso – eram de outro ofício, e eram todos adultos, mas também nem tanto, melhor assim: eram adultos vestidos de &lt;em&gt;jovem, &lt;/em&gt;modernosos, como tantos outros andando aí pela cidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt; Mas a sorte do mais curioso dos espectadores não fora assistir a passagem do estranho grupo, mas sim saber que aquele lugar, a via elevada feia e intrometida entre os prédios, era o local escolhido pelo bando, seu ponto de chegada para o objetivo próximo. Quando pararam, revelou-se o ato logo nas primeiras pinceladas: o asfalto, antes enegrecido e sem graça, agora desabrochava grandes flores brancas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt; Causaram espanto, alegria e temor. Uma mulher que via tudo de um prédio ligou para a polícia, disse que vândalos pichavam o Minhocão. “É cal senhor, sai com água, e essa semana ta chuvosa”, disseram aos policiais, que foram embora em seguida – não viram nada de errado no que acontecia. “É bom gente pensando positivo aqui nesse lugar”, disse outra pessoa, que estava de passagem. Já uma senhora de idade que acompanhava tudo de sua varanda não parava de sorrir, pois dela já não via apenas os carros de sempre. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_m8g9e9BIiT1r7rs5l.jpg"/&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt; A ideia de pintar flores no Minhocão veio do fotografo e artista visual, &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/morozini/" target="_blank"&gt;Felipe Morozini&lt;/a&gt;, morador do ultimo andar de um dos prédios em torno do elevado, de onde registrou e comandou a intervenção realizada com a ajuda de seus amigos. Jardim Suspenso da Babilônia foi o nome dado à ação que ocorreu em outubro de 2009, fazendo alusão à revitalização do Minhocão, ou Elevado Costa e Silva, como foi batizado pela prefeitura.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt; &lt;span&gt;&lt;/span&gt;“Eu acho o Minhocão uma obra muito agressiva, &lt;/span&gt;&lt;span&gt;a sensação de acordar e já ter 20 mil carros passando na sua janela é insalubre&lt;/span&gt;&lt;span&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Vivo aqui por que quero, mas as outras pessoas moram por falta de opção. Gostaria de dar a elas essa oportunidade de ver algo diferente do trânsito&amp;#8221;, disse Morozini na época, em entrevistas aos  jonais Estadão e Folha de São Paulo. Segundo o artista, um de seus maiores desejos é ver a região central mais colorida, e também sonha com todos os prédios do Minhocão pintados por grandes nomes do grafitti nacional.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://sampandando.tumblr.com/post/28994088910</link><guid>http://sampandando.tumblr.com/post/28994088910</guid><pubDate>Wed, 08 Aug 2012 14:45:00 -0400</pubDate><category>Felipe Morozini</category><category>Minhocão</category><category>Elevado Costa e Silva</category><category>São Paulo</category><category>fotografia</category><category>artes visuais</category><category>intervenção</category></item><item><title>O Paradoxo da Espera do Ônibus</title><link>http://sampandando.tumblr.com/post/28588163647</link><guid>http://sampandando.tumblr.com/post/28588163647</guid><pubDate>Thu, 02 Aug 2012 19:28:50 -0400</pubDate></item><item><title>Homem espera em vão o ônibus. Em vão? Ora, se o ônibus está...</title><description>&lt;iframe width="400" height="299" src="http://www.youtube.com/embed/Ibow_K7fqF0?wmode=transparent&amp;autohide=1&amp;egm=0&amp;hd=1&amp;iv_load_policy=3&amp;modestbranding=1&amp;rel=0&amp;showinfo=0&amp;showsearch=0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Homem espera em vão o ônibus. Em vão? Ora, se o ônibus está demorando, então ele está mais perto de chegar. Baseado em várias histórias reais. &lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Desenhos de Gabriel Renner e narração de Chico Serra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://sampandando.tumblr.com/post/28588143460</link><guid>http://sampandando.tumblr.com/post/28588143460</guid><pubDate>Thu, 02 Aug 2012 19:28:00 -0400</pubDate></item><item><title>Na Cidade da Garoa (por Caio Aguida)</title><description>&lt;p&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_m816eeaicQ1r7rs5l.png"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A Calçada&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(Um garoto de mãos dadas com a mãe para que os perigos não o ataquem na rua.)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na calçada estava o mapa de São Paulo. São Paulo era cego, devia ser por isso que a cidade tinha céu tão cinza. Santo São Paulo era cego por acaso, a cidade, cega por suas luzes, era um descaso! Um sorriso estampa sua cara, causa do aroma carinhoso dos jardins crescidos por ajuda do céu claro, ainda que fosse cego São Paulo. O mapa se repetia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Seria triste repetir de ano, e papai não gostava que repetisse palavras engraçadas que falava bravo no carro; mas São Paulo era santo, podia repetir. Haveria tanto cego no mundo? Cegos brancos, cegos pretos, cegos brancos… Mas seriam tantos quanto nas calçadas? São Paulo cidade e São Paulo estado e São Paulo santo eram diferentes: dois apareciam nos livros de Geografia da escola e outro na bíblia da catequese. No fim eram todos cegos, um pela verdade da santa escrita e os outros pela condição de terra de montão. São Paulo era romano, como os números I, II, III, IV(…), sendo romano, nasceu em Roma, que era na Itália, mas São Paulo era tão longe da Itália; seriam os romanos tão importantes para ter um cego dando um nome para São Paulo? Seria a calçada de Roma tão cheia de São Paulos? Tão cheia de cegos? Quantos cegos o garoto via na calçada!São Paulo era cego e escrevia aos corintos, como o moço que papai lia; só que Borges nem era santo, nem era Paulo, nem escrevia pra aparecer na bíblia, nascera muito tarde, escrevia então pros livros de papai, livros que papai dizia serem difíceis porém lindos. Mas dizia também que o não-santo-Borges via o que poucos viam, mas como poderia? Era cego o Borges-não-santo. Era, então, um cego diferente dos cegos que estavam nas calçadas? Será que via em sua cegueira algo que não se vê na visão? Mas está um solzão bonito e ele não vê problemas, quem sabe fosse cego para os problemas e visse coisas belas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;——–&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; A Casa &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bairro classe média: medíocre.&lt;br/&gt; Carro do ano: excepcional.&lt;br/&gt; Casal enlaçado na cama: banal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A porta da sala de mogno surrupiado das florestas comidas pelas máquinas: grande, pomposa; entalhada a mó de dar ao espaço o seu mais belo tom de modernidade unido ao de rusticidade. Cidade grande mas pacata, sempre pacata; cega, sempre sob o mesmo céu e mesmo santo. O crime na esquina, o bêbado tombado. A sala cheia de móveis comprados e vendidos na ‘Future furniture’, orgulho da Bauhaus por um preço módico… Lembremo-nos: tudo na moda, em alta na Paris, estouro na New York e em plena grande São Paulo. Cozinha planejada, planejadamente parada e lixo abarrotado das comidas mais naturais, sem sujeira, sem panela: tudo natural: ração humana: saúde. Escada encarpetada pra lembrar casa de vó, anos 50; posters vintages nas paredes: Chat Noir, Moulain Rouge. E, somando, a clássica foto da Avenida Paulista pra lembrar que não fomos à Paris.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Paris era a cidade luz, deve ter sido lá que algum bêbado descontrolado gritou, com seu tão bem estudado latim, ‘Fiat Lux!’ e a torre Eiffel se acendeu tornando seu FIAT cincoecento luminoso; no entanto, estávamos em São Paulo e esse moço não precisaria de luz: estamos em São Paulo, cidade cega que não vê mesmo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A porta do quarto, compensado para compensar o pesado mogno da sala. O som saí, mas basta ser prática e funcional, mais valia mesmo era ser plástica, mas petróleo serve pra mover carros, e carros são tecnologicamente superiores a portas. No corredor, fotos sorridas, casal bonito sempre feliz. Quarto de novo: papelada do casamento na gaveta de baixo; na de cima, papelada do divórcio; na do meio, contas a pagar, documento de carro, casa, mais contas, fotos de família, maços de cigarro e incenso afrodisíaco. O criado-mudo reclama toda vez que chega conta nova, mas segura bem o despertador bem regulado. Uma estante abarrotada de livros: engenharia, odontologia, auto-ajuda; estante que os amigos quando viram invejaram pela dedicação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O palco principal: casal na cama. Renderia lindas cenas eróticas; mas o futuro do pretérito é a dor mais forte do Homo Sapiens sapiens, que sabe muito e por isso nada faz. O homem dentro da mulher, conforme dita a tradição católica e a tradição genética, biológica; a fé e a ciência aprovaram e o Estado autorizou – a felicidade, há quem diga, extraviou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O gozo pronto – há proteção para o caso de protozoários ou de tornar-se progenitor – os olhos nos olhos mas a cabeça na gaveta o meio: conta, contrato, incenso gostoso esse. “Que bom poder esquecer das… amanhã trabalho, melhor dormir”, “Ah! O amor é tão belo quando acendemos o incenso, foi a melhor escolha da minha vida”. Casal bonito esse, pele de marfim, fixo como mármore. Depois disso provavelmente virá uma noite de sono, com direito a pesadelo e sonho bom com os vizinhos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O menininho não era mais menininho, também não era santo: era São Paulo. E tudo seria como deveria ser: A coxa dele na dela; ele na dele, ela na dela.&lt;/p&gt;</description><link>http://sampandando.tumblr.com/post/28412990900</link><guid>http://sampandando.tumblr.com/post/28412990900</guid><pubDate>Tue, 31 Jul 2012 11:19:00 -0400</pubDate><category>crônica</category><category>São Paulo</category><category>caio aguida</category><category>literatura</category></item><item><title>Fragmento urbano / transporte e a espera por ele
foto: guilherme...</title><description>&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m7tzy2PmK81rpssu4o1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Fragmento urbano / transporte e a espera por ele&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br/&gt;foto: guilherme santana rocha&lt;/p&gt;</description><link>http://sampandando.tumblr.com/post/28137972484</link><guid>http://sampandando.tumblr.com/post/28137972484</guid><pubDate>Fri, 27 Jul 2012 14:13:00 -0400</pubDate></item><item><title>Os Carecas do Subúrbio</title><description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Como todos sabem a cidade de São Paulo reúne as mais diversas tribos, na sua grande maioria formada por jovens que se encontram em locais como a Av. Paulista, R. Augusta e Galeria do Rock. No entanto, o senso comum, junto com a força da mídia, acaba identificando algumas dessas tribos e grupos como gangues envolvidas em atividades ilegais. Isso ocorre quando um indivíduo que praticou qualquer crime se declara pertencente a determinado grupo, o que nos leva a pensar que todos que se identifiquem a esse mesmo grupo assumam comportamento igual ao do infrator. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_m7q8jbmRb31r7rs5l.jpg"/&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;É neste contexto de descriminação que &lt;em&gt;skinheads&lt;/em&gt; e&lt;em&gt; punks&lt;/em&gt; de São Paulo acabaram sendo taxados pela sociedade como vagabundos e encrenqueiros. Embora haja divergências entre os dois movimentos, há muitas coisas que não sabemos sobre eles além dos casos de degradações e violência veiculadas pela mídia sob uma ótica de mão única.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;Quando chegou ao Brasil, o movimento &lt;em&gt;skinhead&lt;/em&gt; aportou primeiro na cidade de São Paulo. Os Carecas do Subúrbio foi o primeiro grupo autodeclarado de &lt;em&gt;skinheads&lt;/em&gt;, nascido no bairro do ABC Paulista nos anos 80 e que deu origem aos grupos que surgiram posteriormente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;Hoje há diversos &lt;em&gt;carecas&lt;/em&gt; reunidos em São Paulo, associados ao que eles chamam de &lt;em&gt;Carecas do Brasil&lt;/em&gt; e seguindo uma ideologia uniforme. Além de compartilharem o gosto por bandas de rock independente e roupas militares, a característica marcante de seus integrantes é sua postura altamente politizada, nacionalista e anticapitalista. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;No inicio, esses grupos de &lt;em&gt;skinheads&lt;/em&gt; se uniram à medida que surgiam brigas com &lt;em&gt;punks&lt;/em&gt; de outras regiões. O fator político é o principal ponto de divergência entre eles: enquanto os &lt;em&gt;punks&lt;/em&gt; são anarquistas e contra qualquer tipo de governança, os &lt;em&gt;skinheads&lt;/em&gt; são nacionalistas e acreditam que governos são necessários para o estabelecimento da ordem. Porém, mesmo se tratando de uma minoria extremamente reduzida, há ainda um pequeno grupo de indivíduos que se declaram &lt;em&gt;skinheads&lt;/em&gt; seguidores do movimento White Power, de tendência neonazista - embora os &lt;em&gt;carecas &lt;/em&gt;digam que esses não são verdadeiros &lt;em&gt;skinheads&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;Além dessas questões, os &lt;em&gt;carecas&lt;/em&gt; também cultuam o corpo e se dizem contra o uso de drogas, como no depoimento de um deles dado no livro &lt;em&gt;Os Carecas do Subúrbio – Caminhos de um nomadismo moderno (&lt;/em&gt;de Marcia Regina da Costa, doutora em Ciências Sociais pela PUCSP): “eu gostei porque os &lt;em&gt;carecas &lt;/em&gt;eram mais radicais em matéria de terem postura, treinar, cultuar o corpo. Havia necessidade de se prevenir, defesa pessoal, porque a briga persegue a gente&lt;/span&gt;&lt;em&gt;. &lt;/em&gt;&lt;span&gt;Eu simpatizei com essa postura antidrogas, tem também esse negócio de passeata, movimento de protesto, me identifiquei muito. Em nossas reuniões nós propomos não sermos um grupo de jovens iguais a tantos outros jovens alienados”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;Em diversos depoimentos de &lt;em&gt;carecas, &lt;/em&gt;e inclusive no site dos &lt;em&gt;Carecas do Brasil, &lt;/em&gt;eles se declaram também contra o racismo e a homofobia. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Embora esse argumento seja usado tanto por &lt;em&gt;skinheads&lt;/em&gt; quanto por &lt;em&gt;punks, &lt;/em&gt;que acusam uns aos outros de serem preconceituosos e drogados, há registros de ambos os lados sobre essas práticas, pelo menos de indivíduos que se declaravam pertencentes a um desses movimentos – trazendo à tona a confusão generalizante de que todos do mesmo grupo são igualmente violentos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;O fato importante é que tanto &lt;em&gt;punks&lt;/em&gt; quanto &lt;em&gt;skinheads &lt;/em&gt;já mostraram que são movimentos legítimos de São Paulo e que podem caminhar juntos contra o preconceito que há contra eles e diversos estratos da sociedade. Exemplo disso se deu em junho desse ano, naquilo que se pode chamar de confraria das tribos paulistanas: a Parada LGBT, que além de levar lésbicas, gays, bi e transexuais junto a seus simpatizantes para a Av. Paulista, também atraiu um grupo de cerca de 40&amp;#160;&lt;em&gt;punks&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;skinheads &lt;/em&gt;que levaram cartazes com dizeres contra a homofobia. Claro, sem antes serem barrados pela polícia, que pensou que aqueles jovens estavam ali apenas para algum tipo de violência gratuita. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt; &lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_m7q8kbxcmb1r7rs5l.jpg"/&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;em&gt;Fotos: John Adler &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;em&gt;            Leonardo Soares&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt; Fonte: &lt;a href="http://www.carecasdobrasil-al.com.br/" target="_blank"&gt;Carecas do Brasil&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;             Os Carecas do Subúrbio - Caminhos de um nomadismo moderno; 1992, Marcia Regina Da Costa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://sampandando.tumblr.com/post/27990812106</link><guid>http://sampandando.tumblr.com/post/27990812106</guid><pubDate>Wed, 25 Jul 2012 13:36:00 -0400</pubDate><category>são paulo</category><category>cidade</category><category>estado</category><category>augusta</category><category>skinheads</category><category>punks</category><category>tribos</category><category>paulistas</category><category>carecas do brasil</category><category>carecas do subúrbio</category></item><item><title>O Último Cigarro</title><description>&lt;p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_m7h5ox3vQm1r7rs5l.jpg"/&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;&lt;br/&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;Aparecia de vez em quando, sempre só, lá pra hora do rush. Sentava nos fundos, longe dos jovens que faziam barulho, e ficava ali os observando em silencio, relembrando em sua roupa de escritório com o rosto meio amargurado. Tinha um ritual que seguia à risca: pedia a cerveja e tirava um maço de cigarros do paletó, - combinação poderosa, ainda mais para os solitários.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;Eu estava lá quando&lt;/em&gt;&lt;em&gt; el&lt;/em&gt;&lt;em&gt;e&lt;/em&gt;&lt;em&gt; apareceu mais uma vez, para nunca mais voltar. Quando fazia o de sempre, foi interrompido, “desculpa amigo, entrou a Lei Antifumo, não pode mais fumar nesse lugar”, disse o garçom, meio sem graça. Ele não esboçou muita reação, pois já era amargurado, apenas olhou para o garçom e disse: “posso dar os últimos tragos?”. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;desenho: guilherme santana rocha&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://sampandando.tumblr.com/post/27645410434</link><guid>http://sampandando.tumblr.com/post/27645410434</guid><pubDate>Fri, 20 Jul 2012 16:01:00 -0400</pubDate><category>lei antifumo</category><category>lei anti-fumo</category><category>crônica</category><category>São Paulo</category></item><item><title>Ouro Para o Bem de São Paulo</title><description>&lt;p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Aquele prédio sempre passa despercebido, quase ninguém repara nele, e dá até para entender. Talvez seja o cinza descascando, pouco atrativa aos olhos de quem passa. Ou o habitante da cidade, que nesse mar de prédios, sempre na correria, já não vê e nem procura tanta graça na arquitetura.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas um dia foi diferente. “Olha lá! Não é só um prédio, é a bandeira de São Paulo!”, isso mesmo, de concreto e aço, tal qual o rigor e a dureza da cidade que ele tentava ostentar.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Quando olhei aquilo, o prédio&lt;em&gt; a la São Paulo&lt;/em&gt; e a cidade ao meu redor, lembrei como eram horríveis vistos de um jeito, e vibrantes quando vistos de outro &lt;em&gt;– &lt;/em&gt;mas nunca só um ou outro, que na cidade não há espaço para feiura e boniteza estarem tão longes.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Digo essas coisas porque o prédio que antes não era notado, num abrir mais atento dos olhos, reverteu decisivamente a situação, quando me aproximei da fachada e fui surpreendido por seu nome: Prédio Ouro Para o Bem de São Paulo. Só pensei: “deve existir uma historia incrível por de traz dessa armação”.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_m7c3n8JMzU1r7rs5l.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;A HISTÓRIA&lt;/strong&gt; do &lt;em&gt;Prédio Ouro Para O Bem de São Pau&lt;/em&gt;lo começa antes da sua fundação, em 1930, quando Getúlio Vargas instaurou um &lt;em&gt;Regime Provisório&lt;/em&gt; após dar golpe de estado, que impediu o então prefeito de&lt;em&gt; São Paulo&lt;/em&gt;, Julio Prestes, de tornar-se presidente com o ganho da maioria dos votos populares. Após o golpe, e a fim de manter sua unidade, &lt;em&gt;Getúlio Vargas&lt;/em&gt; acabou com a autonomia outorgada a cada estado de acordo com a constituição redigida em 1891, que fora substituída por decretos a partir das vontades do novo líder.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Dois anos mais tarde, a nove de julho de 1932, o Estado de São Paulo iniciara sozinho a &lt;em&gt;Revolução Constitucionalista&lt;/em&gt;, ou &lt;em&gt;Guerra Paulista&lt;/em&gt;, que visava destituir o Governo Provisório de Getúlio Vargas e a criar uma nova constituição, diferente da de 1891, que estava ultrapassada, e de forma a cessar a submissão nacional aos decretos de Vargas.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;No decorrer da &lt;em&gt;Revolução Constitucionalista&lt;/em&gt;, e sitiado por todos os lados, viu-se o &lt;em&gt;Estado de São Paulo&lt;/em&gt; com verba insuficiente para manter seus objetivos. Então, em oito de agosto de 1932, empresários de diversos setores da economia da cidade se uniram em torno de sua entidade, a &lt;em&gt;Associação Comercial de São Paulo&lt;/em&gt;, para debaterem o que poderia ser feito. Criaram o departamento &lt;em&gt;Campanha do Ouro, &lt;/em&gt;que com o slogan &lt;em&gt;“doe ouro para o bem de São Paulo”,&lt;/em&gt; tinha o objetivo de arrecadar joias, anéis e relíquias familiares pertencentes àqueles que acreditassem na &lt;em&gt;Revolução&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Até o fim da campanha foram classificados e avaliados trinta e dois mil, novecentos e nove donativos de ouro cedidos pelo povo paulistano. O valor do ouro arrecadado fora de 6.234.638$600, que corresponde a R$227 mil. Aqueles que contribuíram, receberam em troca alianças de metal, medalhas e diplomas com os dizeres: “&lt;em&gt;dei ouro para o bem de São Paulo&lt;/em&gt;”.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Porém, a surreição paulista acabou não durando muito tempo, e naquele mesmo ano São Paulo foi ocupado pelas tropas getulistas. A grande quantidade de donativos que o departamento da &lt;em&gt;Campanha do Ouro&lt;/em&gt; ainda guardava em seus cofres seria então apropriada pelo poderio das tropas invasoras. Antes que isso ocorresse, decidiu-se o departamento da &lt;em&gt;Campanha do Ouro&lt;/em&gt; por entrega-los à &lt;em&gt;Santa Casa de Misericórdia de São Paulo&lt;/em&gt;, a mais antiga instituição assistencial e hospitalar da cidade.&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;A partir do que foi herdado, a &lt;em&gt;Santa Casa &lt;/em&gt;reverteu as joias em dinheiro, investindo-o na construção de um edifício que receberia o nome de&lt;em&gt; Ouro Para o Bem de São Paulo&lt;/em&gt;, em homenagem à revolução paulista, e que serviria também como fonte de renda para a instituição. Para isso, foi criado um concurso em 1935 a fim de eleger o melhor projeto, ganhando o escritório de arquitetura &lt;em&gt;Severo &amp;amp; Villares. &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Com desenho estilo &lt;em&gt;art deco - &lt;/em&gt;que hoje em dia está mais para &lt;em&gt;art descolando&lt;/em&gt; - &lt;span&gt;a fachada do &lt;em&gt;Ouro Para o Bem de São Paulo &lt;/em&gt;representa a&lt;/span&gt; bandeira paulista&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;com suas treze listras&lt;/span&gt;, coincidentes aos treze andares da construção, e o mastro da bandeira simula as alianças doadas, encimadas por um capacete. Localizado na Região Central, na Rua Alvarez Penteado, &lt;/span&gt;nº&lt;em&gt;&lt;span&gt; 23&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span&gt;, o edifício parece estar esquecido num canto da cidade junto à nossa historia escondida no concreto. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;foto: paulo guedes&lt;/p&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://sampandando.tumblr.com/post/27452419886</link><guid>http://sampandando.tumblr.com/post/27452419886</guid><pubDate>Tue, 17 Jul 2012 22:18:00 -0400</pubDate><category>São Paulo</category><category>cidade</category><category>estado</category><category>ouro para o bem de são paulo</category><category>campanha do ouro</category><category>Rua Alvarez Penteado</category><category>História</category><category>Centro de São Paulo</category><category>Centro histórico</category></item><item><title>Photo</title><description>&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m7c3jzTdRa1rpssu4o2_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; Foto: Guilherme Santana Rocha&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src="http://24.media.tumblr.com/tumblr_m7c3jzTdRa1rpssu4o8_r1_400.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m7c3jzTdRa1rpssu4o4_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; Detalhe do projeto&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m7c3jzTdRa1rpssu4o1_400.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; Foto: Chico Saragiotto&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; &lt;img src="http://24.media.tumblr.com/tumblr_m7c3jzTdRa1rpssu4o7_r1_400.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;</description><link>http://sampandando.tumblr.com/post/27452121990</link><guid>http://sampandando.tumblr.com/post/27452121990</guid><pubDate>Tue, 17 Jul 2012 22:14:00 -0400</pubDate></item><item><title>Entre a Galeria do Rock e o Vale do Anhangabaú fica uma passagem...</title><description>&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/tumblr_m742yusFdG1rpssu4o1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;Entre a Galeria do Rock e o Vale do Anhangabaú fica uma passagem onde &lt;em&gt;hippies&lt;/em&gt; expoem seu trabalho artesanal. Muitos são bem viajados e com bastante historia pra contar de suas andanças Brasil a fora. Entre uma conversa e outra passam o dia confeccionando suas peças, cada um ao seu estilo. &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;São alguns dos poucos trabalhadores puramente manuais que restam na cidade em meio ao consumismo da produção em série. Simples e atenciosos, não se incomodam em ser retratados, desde que pelo menos uma pulseira seja comprada… justo. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Foto: Guilherme Santana Rocha&lt;/p&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://sampandando.tumblr.com/post/27136083450</link><guid>http://sampandando.tumblr.com/post/27136083450</guid><pubDate>Fri, 13 Jul 2012 14:20:00 -0400</pubDate><category>vale do anhamgabaú</category><category>galeria do rock</category><category>hippies</category><category>São Paulo</category><category>cidade</category><category>fotografia</category><category>trabalho artesanal</category><category>Centro de São Paulo</category><category>Centro</category><category>Centro Histórico</category></item><item><title>Da Forca à Liberdade </title><description>&lt;p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;strong&gt;Muito antes de ficar conhecido pela forte presença dos imigrantes japoneses, o Bairro da Liberdade esconde  por trás de seu nome um passado sombrio&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/tumblr_m72ktblH4L1r7rs5l.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Na noite de 28 para 29 de junho de 1821 viu-se a população de Santos sobressaltada pela notícia de que os soldados do &lt;span&gt;1º&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Batalhão de Caçadores da Marinha revoltaram-se e aparelharam uma confusão, que ficou conhecida como O Motim de Santos, sendo o motivo principal do movimento a falta de pagamento de seus salários, por longo período, achando-se a maioria das praças andrajosas e famintas. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;No dia 2 de julho, a fim de conter a revolta e a mando do príncipe regente Dom Pedro I, o governo provisório mandou para o local o 2º Batalhão de Caçadores. Chegando a Santos no dia 6, apanharam de surpresa os amotinados, que foram dominados e, muito&lt;/span&gt;&lt;span&gt;s&lt;/span&gt;&lt;span&gt; deles aprisionados, entre os quais seus líderes. Dentre os detidos, vinte foram enviados para a África e proibidos de voltar ao Brasil. Todos os líderes foram s&lt;/span&gt;&lt;span&gt;entenciados à forca. Desses, cinco&lt;/span&gt;&lt;span&gt; tiveram seu fim a bordo da embarcação que haviam alvejado durante o motim e, os outros dois, por terem nascidos serra acima, foram enviados para o julgamento em São Paulo.&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;Subida a serra, alguns meses depois, a 20 de setembro, &lt;/span&gt;&lt;span&gt;os cabos &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Francisco José das Chagas e Joaquim José Continba eram acompanhados por seus carrascos para a execução em praça pública. A morte de Joaquim Continba ocorreu como planejado, ao estalido da forca. Já na execução de seu companheiro, Francisco Chagas, &lt;/span&gt;&lt;span&gt;a corda que laçava seu&lt;/span&gt;&lt;span&gt; pescoço arrebentara na queda,&lt;/span&gt;&lt;span&gt; por&lt;/span&gt;&lt;span&gt; duas vezes consecutiva&lt;/span&gt;&lt;span&gt;s&lt;/span&gt;&lt;span&gt;, &lt;/span&gt;&lt;span&gt;causando espanto nos que estavam presentes, que pediram clemência ao condenado dizendo ser essa a vontade divina. No entanto, mesmo contra os pedidos do povo, a sentença foi seguida até o final, com o cabo morto no chão, o que comoveu em muito a sociedade paulistana da época.&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;Segundo depoimento de 1832 feito ao presidente da Câmara dos Deputados pelo Padre Diogo A&lt;/span&gt;&lt;span&gt;ntonio Feijo, que presenciara a&lt;/span&gt;&lt;span&gt; morte de Franc&lt;/span&gt;&lt;span&gt;isco &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Chagas, o evento fora uma atrocidade. “Senhor Presidente, o que eu entendo por atrocidade é, por exemplo, isto: mandar enforcar um homem, tendo ainda recurso legal contra sentença. Senhor Presidente, eu vi com meus próprios olhos, na minha província. Era o primeiro espetáculo destes; a curiosidade chamou-me àquele lugar. O desgraçado, pendurado, caiu por haver se cortado a corda. Recorreu-se ao governo da Província, pedindo que se demorasse a execução, enquanto se implorava a clemência ao príncipe regente; não foram atendidos; alegou-se não haver corda própria para enforcar; mandou que se usasse laço de couro. Foi-se ao açougue, levou-se o laço; o infeliz foi de novo pendurado, mas o instrumento não era capaz de sufocar com presteza. Partiu-se de novo a corda e o miserável caiu ainda semivivo; já em terra foi acabado de assassinar”. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;O enforcamento de Francisco Chagas, que depois do ocorrido ficara conhecido como Chaguinhas, aconteceu no Largo da Forca, onde a população se reunia para assistir as execu&lt;/span&gt;&lt;span&gt;ções públicas. A região abrigou&lt;/span&gt;&lt;span&gt; também o primeiro cemitério da cidade de São Paulo, onde fora enterrado o corpo do Chaguinhas. C&lt;/span&gt;&lt;span&gt;onstruído&lt;/span&gt;&lt;span&gt; em 1774, no Cemitério dos Aflitos eram enterrados os pobres, negros, con&lt;/span&gt;&lt;span&gt;d&lt;/span&gt;&lt;span&gt;enados, indigentes e aqueles que não fossem católicos – os ricos&lt;/span&gt;&lt;span&gt;, por sua vez,&lt;/span&gt;&lt;span&gt; eram enterrados dentro das igrejas ou em volta de seus terrenos. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;D&lt;/span&gt;&lt;span&gt;entro do cemitério&lt;/span&gt;&lt;span&gt; fora criada a Capela dos Aflitos, em 1779&lt;/span&gt;&lt;span&gt;, onde as famílias poderiam rogar por seus mortos. E ao lado do Largo da Forca, fora erguida em 1891 a Igreja de Santa Cruz &lt;/span&gt;&lt;span&gt;da Alma &lt;/span&gt;&lt;span&gt;dos Enforcados. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;A contradição é que o Largo da Forca recebe atualmente o nome de Largo da Liberdade, localizado no mesmo terreno da estação de metro do Bairro da Liberdade. O fechamento do Cemitério dos Aflitos veio em 1858 com a construção de um novo, no bairro da Consolação. Com as sentenças de enforcamento rareando e o fim do cemitério, decidiu-se o governo por apagar a memória de suas torturas. O terreno do cemitério foi vendido em lotes e a palavra liberdade (que estava em voga com os ideais da Revolução Francesa) foi escolhida como novo nome da região – embora alguns ainda digam que o nome veio dos gritos de liberdade da população durante o rebento da forca de Chaguinhas, não havendo ainda qualquer relato concreto de que isso tenha acontecido. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;Apesar do atual nome do Bairro da &lt;em&gt;Liberdade não ofertada a seu mais celebre executado&lt;/em&gt;, a Igreja da Alma dos Enforcados permanece no mesmo local onde, espiando por uma de suas janelas, é possível ver um espaço em que velas estão sempre acessas durante o dia. A Capela dos Aflitos também remanesce até os dias de hoje, próxima à Rua dos Estudantes, cercada por grades no fim de uma viela sem saída e de aspecto assombroso. Mesmo após o fechamento do cemitério, não há noticias de que os restos mortais tenham sido removidos do solo ao redor da capela, incluindo os de Chaguinhas que, reza a lenda, perambula pelo bairro durantes as madrugadas à procura de sua redenção.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;em&gt;Imagem: Capela dos Aflitos (Herman Graeser, 1939)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://sampandando.tumblr.com/post/27080579960</link><guid>http://sampandando.tumblr.com/post/27080579960</guid><pubDate>Thu, 12 Jul 2012 18:47:00 -0400</pubDate></item><item><title>Hino dos Bandeirantes</title><description>&lt;p&gt;No dia 10 de julho de 1974, a lei  Nº337 estabeleceu o poema Hino dos Bandeirantes, de autoria&lt;em&gt; do&lt;/em&gt; poeta Guilherme de Almeida, como letra do Hino Oficial do Estado de São Paulo&lt;em&gt;.&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Paulista, pára um só instante&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Dos teus quatro séculos ante&lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;A tua terra sem fronteiras, &lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;O teu São Paulo das &amp;#8220;bandeiras&amp;#8221;!&lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;Deixa atrás o presente: &lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;Olha o passado à frente! &lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;Vem com Martim Afonso a São Vicente!&lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;Galga a Serra do Mar! Além, lá no alto, &lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;Bartira sonha sossegadamente &lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;Na sua rede virgem do Planalto. &lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;Espreita-a entre a folhagem de esmeralda;&lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;Beija-lhe a Cruz de Estrelas da grinalda!&lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;Agora, escuta! Aí vem, moendo o cascalho, &lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;Botas-de-nove-léguas, João Ramalho. &lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;Serra-acima, dos baixos da restinga, &lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;Vem subindo a roupeta &lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;De Nóbrega e de Anchieta&lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;Contempla os Campos de Piratininga! &lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;Este é o Colégio. Adiante está o sertão. &lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;Vai! Segue a entrada! Enfrenta!&lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;Avança! Investe! &lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;Norte - Sul - Este - Oeste, &lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;Em &amp;#8220;bandeira&amp;#8221; ou &amp;#8220;monção&amp;#8221;, &lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;Doma os índios bravios.&lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;Rompe a selva, abre minas, vara rios; &lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;No leito da jazida &lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;Acorda a pedraria adormecida; &lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;Retorce os braços rijos &lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;E tira o ouro dos seus esconderijos! &lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;Bateia, escorre a ganga, &lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;Lavra, planta, povoa. &lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;Depois volta à garoa! &lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;E adivinha através dessa cortina, &lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;Na tardinha enfeitada de miçanga, &lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;A sagrada Colina &lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;Ao Grito do Ipiranga! &lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;Entreabre agora os véus! &lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;Do cafezal, Senhor dos Horizontes, &lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;Verás fluir por plainos, vales, montes, &lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;Usinas, gares, silos, cais, arranha-céus!&amp;#8230;&lt;/strong&gt;&lt;span&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://sampandando.tumblr.com/post/26917576880</link><guid>http://sampandando.tumblr.com/post/26917576880</guid><pubDate>Tue, 10 Jul 2012 14:34:00 -0400</pubDate></item></channel></rss>
